02 janeiro, 2007

O nosso

desejo para 2007 é que haja sempre muita luz!

Luz que dança com o vento e brilha em cores diferentes. Luz que nos enche a alma e faz transbordar o coração de amor. Luzes cheias de amor...para todos!




24 dezembro, 2006

(O nosso ) Terceiro Natal

Natal 2005 em casa do pimô ruí

e o David tem 35 meses, feitos hoje, já fala tanto, já entende tanta coisa...
Mas como escrevi no ano passado:

O D. faz 23 meses este natal e está a aprender a falar. O natal passado fez 11 meses e estava a aprender a andar. Desde que nascemos continuo a aprender a ser mãe e mulher.Este natal um dos meus desejos é o mesmo do natal passado. É pena que assim seja. É sinal que, ainda, não se concretizou.

Ainda não foi este ano...

Que seja o melhor natal possível para todos!

22 dezembro, 2006

Bi

ainda, bem que já estás em casa...

Finalmente, as coisas vão voltar a ser, mais ou menos, como eram...diferentes ou talvez melhores para nós as duas, para todos.

12 dezembro, 2006



fomos ver a árvore e as luzes de Lisboa.
Fomos com os pimos rui e pima nês jantamos numa tasca (oh! caldas) e passeamos com muito frio por uma Lisboa, uma Lisboa, cheia de gente que chega de caminonetas da terra para ver as luzes.
Fomos ao circo ver os gatos grandes, maé os tiges. Fomos e viemos de lá com uma outite, tosse e muita febre.
Fazia depois de amanhã seis meses, sim seis meses, que o David não estava doente, esteve um sexto da sua vida sem estar com dói-dói muto.
Não tinha saudades das noites mal dormidas com ele na nossa cama com quarenta e mais graus de febre. Tirando isto, foi muito engraçado...

08 dezembro, 2006

Obras (VII)



O patim do sotão está pronto para levar a madeira em cima, dele.

O sotão foi o nosso maior buraco, na obra, porque todo ele é demasiadamente baixo mas não deixam de ser 70 metros quadrados para forrar... enfim o patim ajuda a criar mais espaço útil onde se pode andar sem bater com a cabeça no tecto!

04 dezembro, 2006

Onde


é que há disto?

Fiquei encantada! Será que ele ficará?

30 novembro, 2006

Os caracóis


dele em outubro de 2005.

Gostava tanto deles, agora já não os têm e está cada vez mais crescido em tantos aspectos que se torna difícil registar tudo, ou antes qualquer coisa, que isto aqui tem desde o ínicio andado ao abandono...

28 novembro, 2006

Obras (VI)






Já não passamos lá o natal, por falar nisso, este ano não vai ser natal. Cada ano que passa acho que cada vez é menos natal.

A casa vai andando, devagar, mas vai avançando. Estamos desejosos de ir para lá viver. Muito mesmo.

21 novembro, 2006

A vida


surpreende-nos constantemente como se de uma prova se tratasse. Uma prova de resistência às vicissitudes.

Vicissitude* gosto desta palavra. Gostava de nunca ter visto os meus avós em momentos terminais e, de nessas alturas fazer outra coisas que não apenas ligar ao 112. Gostava de os ter aqui sem ter que, tantas vezes no dia, me lembrar de como eram das suas caras e das suas vozes para nunca me esqueçer deles nem do quanto gostavam de mim. E do quanto eu gosto deles e do quanto eu tento pensar que eles estão aqui comigo e que até conhecem o David. Tenho tantas saudades e ficaram tantas coisas por vivermos juntos.

A Bi está aqui mas podia estar aqui ao pé de nós e o até podia estar agora a tomar conta do David como habitualmente. Vicissitudes da idade e da vida. Sei que tem oitenta anos mas custa-me a ideia de não a ter sempre à mão. Há trinta anos que ela está ali, sempre lá à minha espera no mesmo sítio com a mesma ternura. E na vida não se mudam trinta anos assim. Custa-me, pronto custa-me muito. Por ela por nós. Por tudo. Custa-me mesmo sabendo todas as coisas racionais que me dissem em forma de consolo. Muito do que somos, somos pelos outros. Os grandes outros na minha vida foram os meus avós e custa-me fechar esse capítulo definitivamente.

Eu devia estar era aqui como estive mas não me apeteceu, definitivamente aprendi que prefiro estudar do que ensinar.


*vicissitude
do Lat. vicissitude
s. f.,
mudança ou diversidade de coisas que se sucedem;
eventualidade;
revés;
alteração;
instabilidade das coisas;
dificuldade.

17 novembro, 2006

Há uns anos,


quando era (mais) míuda não gostava de misturar cor-de-rosa com vermelho. Hoje gosto de vê-las misturadas, nos outros. Gostava de misturar pouco as cores no corpo e até passei por aquela fase do preto, que ainda não terminou. Não misturava muito as cores mas misturava-me muito com os outros. Hoje prefiro a miscellania* na roupa a qualquer outra confusão.

Descobri que posso gostar de muitas coisas. Mas descobri que dele só posso gostar cada vez mais.


miscelânea

do Lat. miscellania*
s. f.,
compilação de várias peças literárias ou científicas no mesmo volume;
fig.,
mistura de diferentes coisas ou pessoas;
confusão;
mistifório.

16 novembro, 2006

O Primeiro Desenho



O D. diz que é o avô!

Tem olhos e acho que está parecido com um homem. Pela primeira vez, acaso ou não, acho que temos um desenho, dele.

Bem, também pode ser um animal, mas, ele diz que não é, e nós acreditamos nele!

01 novembro, 2006

Eu


na minha praia, de sempre!

25 outubro, 2006

Tenho

deixado as coisas queimarem-se demais ultimamente. Cheira a esturro, ainda!

24 outubro, 2006

Deixei

queimar o doce de abóbora. Dois quilos de abóbora, duas laranjas, um Kilo de açucar amarelo e mais um calo na mão reduzidos a esturro. E cheirava tão bem antes de se queimar!

19 outubro, 2006

De


tempos a tempos, fico sem vir aqui.
Não escrevo. Muitas vezes porque não me quero expor demais e a maior parte delas é porque realmente questiono até que ponto vale a pena estar aqui. Aqui, ali e acolá e mais ainda sem arranjar uma maneira de transformar isto o meu ninho. Gostava que este espaço fosse diferente. Mas não encontro maneira de o mudar. Torná-lo um ninho.
Acho que não faço bem ninhos, ao contrário da maior parte dos passáros*.
*Nota:Um ninho na casa dos meus pais.
A casa dos nossos pais é sempre um ninho, não é?

14 outubro, 2006

Porque


às vezes, muitas vezes, mesmo no meio da multidão caminhamos sós!

11 outubro, 2006

09 outubro, 2006

Durante


( Torre-comporta Agosto de 2006)

todo o verão este foi o nosso melhor dia de praia.
Atravessamos um enorme pinhal para chegar à praia mas valeu a pena, estava deserta, como sugerido na
Visão. A água estava muito boa e foi a primeira vez que o D tomou bamho sem medo das ondas.
Agora que o Verão está prestes a acabar já tenho saudades ... Acho que temos todos aqui por casa!

03 outubro, 2006

Obras (V)






O sotão de outros ângulos.

Por vezes gostava de fazer uma rotação completa sobre mim mesma, como um ângulo giro. Giro era certas coisas serem diferentes.

As pessoas nos empregos são estranhas ou serei eu estranha/infantil demais?
Sei que pareço filha mas não sou, pelo menos delas. Ainda bem!
Já sou mãe não era suposto levarem-me mais a sério?

O D. voltou ao infantário (infectário). Vamos ver como corre, mais uma vez!

30 setembro, 2006

Obras (IV)



E continuamos a partir!

E o sotão vai ficar assim, decisão final.

O D. continua em casa e nós procuramos uma solução...já pensamos numa empregada externa/interna mas .... continuamos sem solução!

27 setembro, 2006

É

realmente um blog. Um blog de lamentações. De doenças que nos impedem de respirar e aliviar os pensamentos. Um blog que diz muito daquilo que se tornou a minha vida, a dele a nossa.
Cinzento como os dias...

E



após três meses passados desde a operação está com dores de garganta, outra vez. Outra vez estou a faltar, outra vez ....outra vez fechados em casa com febres e dores e birras. Ainda não está a antibiótico, mas acredito que vai ser mesmo preciso!
Estamos a ver a nossa vida voltar atrás, atrás desde que ele nasceu!

Talvez tenha que deixar o infantário e temos que por uma pessoa cá em casa a tempo interiro. Mas quem...é tão complicado encontrar alguém com referências.

Voltou tudo ao mesmo...

Estamos pensativos e eu muito pouco animada. Muito pouco mesmo!

24 setembro, 2006

Obras (3)

( já não há lareira vamos ter um recuperador)

( instalação para os sanitários suspensos)
(cozinha e copa vai ficar open space)

vão andando devagariNHO.

O lado positivo é que temos tempo para mudar as coisas. O sotão vai ser diferente pela TERCEIRA vez, na nossa imaginação e no orçamento que tem de ser mais baixo.

Já não sabemos quando vamos mudar para a casa tôda partidâ . Está mesmo partida...

21 setembro, 2006

Ainda (Nós)


estamos mutooo bemmmmm.

Cansados mutooooo, ele mais ou menos (mais para o mais) de constipado.
Continuou a ser aluna principalmente para as funcionárias e colegas e sim continuou a ouvir muitas desculpas é tão novinha. Já fui mais e já pareci ainda mais, já gostei menos da confusão.
Fiquei a saber que os meus alunos gostam de me ver sorrir. Continuou a saber que prefiro as escolas públicas com tudo aquilo que elas têm, a falta de verbas a confusão o barulhos os velhos do restelo os estilos diferentes mas, principalmente a liberdade para todos (professores e alunos) sermos aquilo que somos!
nota: 1) bom...bom era mesmo arranjar seis horas para ter o meu horário completo.
2) Estar no secundário é cada vez mais gratificante.

18 setembro, 2006

Nós



estamos bem. Bem.
A escola deste ano, pública, é boa. Bem melhor.Muito melhor.
Ele já vai ficando menos mal nos nins.
As obras andam devagar, mas andam.

15 setembro, 2006

LOVE

Nós precisamos de mutoooooooooo . Ele precisa de mais ainda!

Estamos mais longe...eu já na escola...ele no infantário sem gostar, nada...
Temos que pensar em alternativas....talvez alguém em casa.

11 setembro, 2006

Fâz


fumos...fâz fumos.

Como ainda não começei a dar aulas ele vai estando cá por casa sem ir para os nins . Diz que não gosta "té ficar em casa mãeeeeeeee...tê a Bi..." .

Está crescido e sabe o que quer...

08 setembro, 2006

continua


a ficar mal. A não ficar lá.
Fui buscá-lo por volta do meio dia...vomitou tudo a comer...nervos...em casa da bi dei-lhe canja, sumo e fruta comeu tudo, passou o resto do dia bem, muito bem.
Diz: nã té ir pa os ninos!!!..ohhhh mamã.... .
Não sabemos o que fazer.

05 setembro, 2006

Voltamos


à mesma história do ano passado. Pior. Muito pior.

Esteve comigo quase três meses devido à operação. Já entende tudo melhor, já não se deixa enganar com aquelas desculpas esfarrapadas que inventamos porque estamos com pressa, muita. Assim que mudo de trajecto para a escolinha ele começa a chorar e dizer "ohhhh mamã...ohhhhh mamã!".

Hoje fomos lá pagar e falar com a coordenadora e a nova educadora. Chorou imenso, soluçou ainda mais e berrou a sério. Agarrou-me com muita força e nem escorregas ou carros ou noddy ajudaram a acalmá-lo. Acalmou quando acreditou que eu não o ia deixar ali. Amanhã vou deixá-lo lá por volta das onze e se chorar muito elas ligam-me para o ir buscar. Eu sei que aquilo lhe faz bem, muito, eu sei que daqui a uns dias começo, espero, a trabalhar desde cedo até muito tarde e sei que ele não tem outro remédio senão ficar ali, mas custa-me muito. Tanto.

Mas tanto.

03 setembro, 2006

Quando


as coisas ficam de costas para nós, próprios, há pouco ou nada a fazer...
Estamos tristes.

30 agosto, 2006

Está






um desassossego, que bom...
Está giro.
Está no fim este verão ,para o pai que trabalha hoje, para nós os três...

26 agosto, 2006

No Alentejo



passei dos melhores anos da minha vida.

Fiz as mais longas e belas amizades, vivi intensamente e acreditei que tudo era possível naquelas muralhas.
Em sonhos, volto aqueles lugares onde vivi intensamente cada momento e cada descoberta, consciente que cada minuto era único e mágico.
Nunca somos só nós que tornamos os lugares mágicos, são sobretudo as pessoas que o permitem. Lá conheci as pessoas que estarão para sempre no meu coração. Tanto faz que passem meses, ou até anos que não nos vejamos, sabemos que podemos contar umas com as outras como que se de um elo intocável, invisível, se tratasse.

Tenho saudades, daquele tempo, mas principalmente daquelas pessoas.
Vocês sabem, disso.

22 agosto, 2006

Ainda do jantar


a sobremesa.

Não era nada de especial.

Obras (2)




e continua-se a partir...
e continua-se a derrapar nas contas...
e continua-se, cada vez mais, com ansiedade...

21 agosto, 2006

18 de AGOSTO de 2006


ficamos pela primeira vez sem o D., foi dormir a casa dos meus pais. Desde há três anos e três meses que não ficavamos só os dois. Embora o D. tenha dois anos e meio, grávida já eramos três.

Quando pensávamos nessa possibilidade, remota, achávamos que ía ser normal. Não é. Lembrámo-nos muito dele. Demais.
Foi giro, fomos jantar às onze e meia
aqui, que é engraçado, mas não vale o dinheirito que se gasta, dado algum descuido em pormenores, tais como, talheres muito riscados, carta da mesa em papel com nódoas, etc. Pagamos duas vezes o jantar, sendo que o melhor foi o espumante murganheira, e andamos às voltas em Lisboa para darmos com um multibanco a funcionar. Chegámos lá, com o movimento de conta, e aquilo já estava fechado. Voltamos sábado para reaver o cheque, com um enorme pedido de desculpas e um convite para uma bebida, que bem podia ter sido para jantar, não é?
Não fomos sair, nem acordamos cedo para tomar pequeno-almoço fora numa esplanada à beira mar, era sábado de Agosto e as praias estão apinhadas de gente aqui na zona.
Quando nos vimos a sós não nos conseguimos lembrar dos inúmeros sítios que costumamos passar e dizer: "Se não estivessemos com o minhoco...". Não estávamos e ainda assim gostávamos de estar, ou pelo menos, que a rídícula saudade não nos talhasse as ideias para uma noite a dois. "Ele há coisas que não lembram o diabo" lá se costuma dizer...
Para a próxima corre melhor. Corre, corre!

No sábado fomos almoçar com ele e vóltamos
aqui. Fivámos a saber que "foi ao pão" e que já diz também ( também tenho fome quando a minha mãe disse que estava cheia de fome).
Está a crescer tanto.