01 fevereiro, 2007

Obras (X)





Porque nem tudo pode andar a correr menos bem a cozinha já quase, quase, que está. Acabaram agora de a montar.
Falta forrar os azulejos com o mármore e mandar fazer ao Sr. Branco a bancada com as pias támbém em mármore. As pias são de mármore e vieram de casas antigas dos meus queridos avós. Vão ser reutilizadas. O Sr. Branco já fez as taças das casas de banho, também em mármore, e também idealizadas por nós. O Sr. Branco é daqueles senhores que ainda trabalha o mármore à moda de antigamente e a preços razoáveis. Tenho conhecido verdadeiros profissionais com a história da casa.
Ficou como idealizamos, bem quase, toda. A cor do carvalho poderia ter ficado um pouco mais escurecida e aquelas portas de vidro foram o cunho pessoal do Sr. Fernando. Este senhor fez tudo por medida e com uma perfeição extrema. Um homem do norte, pois claro!


Aquele fogão vai fazer as minhas (nossas) delícias. Vai, vai!

A











ementa do jantar para onze pessoas no nosso dia de anos foi:
  1. Soufflés de Camarão

  2. Creme de coentros fescos com ovos de coderniz

  3. Feijoaada de choco com enchidos e camarão

  4. Torta de laranja e amêndoa

  5. Creme de ovos moles

  6. Pão de ló com creme de chocolate

  7. Bolo de sumo de laranja merengado

  8. Laranja com canela e açucar mascavado

A isto, daqui, juntámos uma medalha em vinho verde, um tinto e mais um champanhe, muito trabalho meu e ajuda da minha mãe . Mas valeu a pena. Quer dizer para o ano só há mais se o homem cá de casa me der uma e só uma mão que as minhas duas para fazer comida para onze e ainda limpar tudo não chegam, pai!

Não sei quem



gosta e vibra mais com a música e com a leitura, se ele se nós. Fica o empate.

Ele é quem escolhe, sempre uma e só uma antes dos sonhos cô de roza. Tende a escolher os três porquinhos por causa do modo mao e do fiuhhh que ele faz para deitar a baixo a casa dos manos porquinhos. Tadinhos. A propósito de manos ele agora diz que quer mano mana. Eu, no mundo ideal, gostava também de mais uma mano e mais uma mana para ele e para nós. Gostava é isso. De volta aos livros são baratos têm um cd de música que os acompanha tem boas ilustrações e as histórias que povoaram a nossa infância. São só quatro é pena, podiam lançar mais que aqui em casa já vamos sabendo de cor música e história.

Nós


nascemos no mesmo dia e temos vinte e oito anos de diferença.

Hoje tenho trinte e um anos e tu tens três anos. Dizes três, com as mãos levantas seis dedos, três em cada e dizes: é muitoossssssss. Mas são poucos. Digo-te que tenho tinta e um e fecho e abro as mãos dez vezes, três vezes, e no fim deixo um dedo e tu dizes:"são mutosssssssss". É já foram menos. Mas quero que sejam muitos mais, afinal fazermos anos no mesmo dia tem o seu encanto.

Nascemos no mesmo dia, vinte e quatro de Janeiro, eu em mil nocecentos e setenta e seis e tu em dois mil e quatro. Somos de séculos diferentes. Mas afinal descobri que só sou deste século, acho mesmo que só nasci realmente às seis e cinquenta e oito quando te vi. Eras tão grande e tão pequeno. Tinha tantos medos e tu também devias tê-los. Tinha só medo por ti. Queria que nascesses bem. Continuo a querer, muito, que estejas bem, aliás isso é mesmo o que eu quero que sejas feliz. Acho que és, muito. Dou por mim muitas vezes a olhar para ti, já menino, a pensar que não é possível caber mais amor por ti dentro de mim. Mas é. É tanto, mas tanto e vai sempre caber mais um bocadinho de ti cá dentro de mim.

Ando

sem escrever...

Ando para aqui vir, escrever. Mas escrever alguma coisa engraçada, que às vezes o dia-a-dia podia ser como as gargalhadas dele ou os bahhhhhhhhhhhh seguidos de mãos na boca a ver-se quase, mas quase, o estomâgo. Até tenho fotografias giras dele assim, mas incorro no dilema de colocá-lo explicitamente aqui e ele daqui a a uns anos não achar a mesma graça ou antes achar tanta graça quanto eu acho aos bahhhhhhhhhhhhhhh dele agora. Não têm graça nenhuma, não fosse ele tão regila e tão meu filho eu dizia que aquilo é falta de qualquer coisa em casa, ou nele ou pior, nos pais. Sim nos pais, na mãe. É verdade a culpa é sempre nossa, principalmente das mães. E é, mas sobre meas culpas falarei quando me apetecer. Agora não me apetece.

Nem sei bem o que me apetece, aliás acho que ando com o palato infectado. Mas também já devia saber que sou assim, afinal trinta e um anos de vida e três de mãe no mesmo dia já deviam dar algum conhecimento de causa de, pelo menos, aquilo que é reincidente. Por falar em anos, ao contrário do ano passado, este ano saltei a data porque, porque, a culpa é do tempo que teima em andar mais rápido para mim, ou, eu a correr desorientada nele a achar que só eu é que ando desorientada que sou desorganizada e porque quero fazer mais do que aquilo que é razoável. E ando, mas também ando doente e cansada e do género ora contente ora muito triste porque o meu bébé é um menino grande e às vezes eu não queria, outras, queria que ele já fosse muito grande e me libertasse de uma série de medos que tenho nas minhas inúmeras visões acerca do seu futuro, do meu, do nosso, e da nossa casa que anda parada...

Quando a dose fizer efeito a sério, dado que me recusei a levar pelas entranhas a coisa por via intrevenosa que se não fosse bem dada apagava-me a ténue linha de raciocínio que, ainda, me resta, volto cá.
Há que melhorar rápido e deixar de faltar à desorganização dos meus horários que me permitem ganhar a jorna e andar cansada. Mas: agasalhe-se tome dois ben-u-rons e vai ver que ainda vem, que graça! Daí jorna que um emprego com condições e direitos é um luxo que sinto que não tenho direito, ou não me querem dar. Serei só eu? Será só a mim? Ou será que dá mesmo vontade de ir para o outro lado do mundo onde dizem ser tudo mais cor-de-rosa?

23 janeiro, 2007

21 janeiro, 2007

Há (pedras) lascas de pinheiro


no sapato que incomodam, mas nem por isso se deixa de andar a correr para brincar.

17 janeiro, 2007

Para quê

perder tempo a escrever, se aqui está tudo aquilo que penso.

Vou votar sim pelas mesmas razões!

16 janeiro, 2007

Se


fosse tão simples agarra-lo com força, às vezes não deixava cair no esquecimento, o tempo...o tempo...e ele a correr nele!

Ainda bem!

10 janeiro, 2007

07 janeiro, 2007

Convite para

a primeira exposição dele !

Está muito bem conseguida, não tivesse eu presente em quase todos os sítios onde ele tirou as fotografias, o local (St Julian´s school) é muito agradável com vista sobre a praia de carcavelos, por isso aparecem no dia 12 de Janeiro das 16.30h até as 20.00h. Estaremos lá numa pequena recepção com umas coisitas que se tricam e a bebericar qualquer coisa!

06 janeiro, 2007

Obras (VIII)

(casa de banho)
(lavabo)
(chão da copa)


(recuperador)

(tecto falso)

Porque já faltou mais...

O D. Já diz a casa nôva em vez da casa toda patída.

Ele acha que já estamos quase, quase lá! Eu também!

05 janeiro, 2007

Do natal




Este ano o natal foi vivido mais intensamente, por ele. Já gosta das prendas e para o ano contamos que o pai natal desça pela chaminé, que este ano o Sr. das barbas que faz ôh ôh não era bem vindo!

02 janeiro, 2007

O nosso

desejo para 2007 é que haja sempre muita luz!

Luz que dança com o vento e brilha em cores diferentes. Luz que nos enche a alma e faz transbordar o coração de amor. Luzes cheias de amor...para todos!




24 dezembro, 2006

(O nosso ) Terceiro Natal

Natal 2005 em casa do pimô ruí

e o David tem 35 meses, feitos hoje, já fala tanto, já entende tanta coisa...
Mas como escrevi no ano passado:

O D. faz 23 meses este natal e está a aprender a falar. O natal passado fez 11 meses e estava a aprender a andar. Desde que nascemos continuo a aprender a ser mãe e mulher.Este natal um dos meus desejos é o mesmo do natal passado. É pena que assim seja. É sinal que, ainda, não se concretizou.

Ainda não foi este ano...

Que seja o melhor natal possível para todos!

22 dezembro, 2006

Bi

ainda, bem que já estás em casa...

Finalmente, as coisas vão voltar a ser, mais ou menos, como eram...diferentes ou talvez melhores para nós as duas, para todos.

12 dezembro, 2006

Já



fomos ver a árvore e as luzes de Lisboa.
Fomos com os pimos rui e pima nês jantamos numa tasca (oh! caldas) e passeamos com muito frio por uma Lisboa, uma Lisboa, cheia de gente que chega de caminonetas da terra para ver as luzes.
Fomos ao circo ver os gatos grandes, maé os tiges. Fomos e viemos de lá com uma outite, tosse e muita febre.
Fazia depois de amanhã seis meses, sim seis meses, que o David não estava doente, esteve um sexto da sua vida sem estar com dói-dói muto.
Não tinha saudades das noites mal dormidas com ele na nossa cama com quarenta e mais graus de febre. Tirando isto, foi muito engraçado...

08 dezembro, 2006

Obras (VII)



O patim do sotão está pronto para levar a madeira em cima, dele.

O sotão foi o nosso maior buraco, na obra, porque todo ele é demasiadamente baixo mas não deixam de ser 70 metros quadrados para forrar... enfim o patim ajuda a criar mais espaço útil onde se pode andar sem bater com a cabeça no tecto!

04 dezembro, 2006

Onde


é que há disto?

Fiquei encantada! Será que ele ficará?

30 novembro, 2006

Os caracóis


dele em outubro de 2005.

Gostava tanto deles, agora já não os têm e está cada vez mais crescido em tantos aspectos que se torna difícil registar tudo, ou antes qualquer coisa, que isto aqui tem desde o ínicio andado ao abandono...

28 novembro, 2006

Obras (VI)






Já não passamos lá o natal, por falar nisso, este ano não vai ser natal. Cada ano que passa acho que cada vez é menos natal.

A casa vai andando, devagar, mas vai avançando. Estamos desejosos de ir para lá viver. Muito mesmo.

21 novembro, 2006

A vida


surpreende-nos constantemente como se de uma prova se tratasse. Uma prova de resistência às vicissitudes.

Vicissitude* gosto desta palavra. Gostava de nunca ter visto os meus avós em momentos terminais e, de nessas alturas fazer outra coisas que não apenas ligar ao 112. Gostava de os ter aqui sem ter que, tantas vezes no dia, me lembrar de como eram das suas caras e das suas vozes para nunca me esqueçer deles nem do quanto gostavam de mim. E do quanto eu gosto deles e do quanto eu tento pensar que eles estão aqui comigo e que até conhecem o David. Tenho tantas saudades e ficaram tantas coisas por vivermos juntos.

A Bi está aqui mas podia estar aqui ao pé de nós e o até podia estar agora a tomar conta do David como habitualmente. Vicissitudes da idade e da vida. Sei que tem oitenta anos mas custa-me a ideia de não a ter sempre à mão. Há trinta anos que ela está ali, sempre lá à minha espera no mesmo sítio com a mesma ternura. E na vida não se mudam trinta anos assim. Custa-me, pronto custa-me muito. Por ela por nós. Por tudo. Custa-me mesmo sabendo todas as coisas racionais que me dissem em forma de consolo. Muito do que somos, somos pelos outros. Os grandes outros na minha vida foram os meus avós e custa-me fechar esse capítulo definitivamente.

Eu devia estar era aqui como estive mas não me apeteceu, definitivamente aprendi que prefiro estudar do que ensinar.


*vicissitude
do Lat. vicissitude
s. f.,
mudança ou diversidade de coisas que se sucedem;
eventualidade;
revés;
alteração;
instabilidade das coisas;
dificuldade.

17 novembro, 2006

Há uns anos,


quando era (mais) míuda não gostava de misturar cor-de-rosa com vermelho. Hoje gosto de vê-las misturadas, nos outros. Gostava de misturar pouco as cores no corpo e até passei por aquela fase do preto, que ainda não terminou. Não misturava muito as cores mas misturava-me muito com os outros. Hoje prefiro a miscellania* na roupa a qualquer outra confusão.

Descobri que posso gostar de muitas coisas. Mas descobri que dele só posso gostar cada vez mais.


miscelânea

do Lat. miscellania*
s. f.,
compilação de várias peças literárias ou científicas no mesmo volume;
fig.,
mistura de diferentes coisas ou pessoas;
confusão;
mistifório.

16 novembro, 2006

O Primeiro Desenho



O D. diz que é o avô!

Tem olhos e acho que está parecido com um homem. Pela primeira vez, acaso ou não, acho que temos um desenho, dele.

Bem, também pode ser um animal, mas, ele diz que não é, e nós acreditamos nele!

01 novembro, 2006

Eu


na minha praia, de sempre!

25 outubro, 2006

Tenho

deixado as coisas queimarem-se demais ultimamente. Cheira a esturro, ainda!

24 outubro, 2006

Deixei

queimar o doce de abóbora. Dois quilos de abóbora, duas laranjas, um Kilo de açucar amarelo e mais um calo na mão reduzidos a esturro. E cheirava tão bem antes de se queimar!

19 outubro, 2006

De


tempos a tempos, fico sem vir aqui.
Não escrevo. Muitas vezes porque não me quero expor demais e a maior parte delas é porque realmente questiono até que ponto vale a pena estar aqui. Aqui, ali e acolá e mais ainda sem arranjar uma maneira de transformar isto o meu ninho. Gostava que este espaço fosse diferente. Mas não encontro maneira de o mudar. Torná-lo um ninho.
Acho que não faço bem ninhos, ao contrário da maior parte dos passáros*.
*Nota:Um ninho na casa dos meus pais.
A casa dos nossos pais é sempre um ninho, não é?

14 outubro, 2006

Porque


às vezes, muitas vezes, mesmo no meio da multidão caminhamos sós!

11 outubro, 2006

09 outubro, 2006

Durante


( Torre-comporta Agosto de 2006)

todo o verão este foi o nosso melhor dia de praia.
Atravessamos um enorme pinhal para chegar à praia mas valeu a pena, estava deserta, como sugerido na
Visão. A água estava muito boa e foi a primeira vez que o D tomou bamho sem medo das ondas.
Agora que o Verão está prestes a acabar já tenho saudades ... Acho que temos todos aqui por casa!

03 outubro, 2006

Obras (V)






O sotão de outros ângulos.

Por vezes gostava de fazer uma rotação completa sobre mim mesma, como um ângulo giro. Giro era certas coisas serem diferentes.

As pessoas nos empregos são estranhas ou serei eu estranha/infantil demais?
Sei que pareço filha mas já não sou, pelo menos delas. Ainda bem!
Já sou mãe não era suposto levarem-me mais a sério?

O D. voltou ao infantário (infectário). Vamos ver como corre, mais uma vez!