04 novembro, 2007

Obras XIV









As casas-de-banho estão prontas.






É este mês que nos mudamos. Acho eu!

24 outubro, 2007

Nunca mais tenho tempo

ou gasto-o desenfreadamente a correr sem escrever nada dele.

Está grande tão grande que as vezes paro para me lembrar que tem quase quatro anos. Quatro anos, tantos anos.
Já não é bébé mas ainda lhe reconheço traços de há anos atrás. Fala ainda como um bébé e eu não me importo, quase nada ,até porque desde que foi para o ensino numa escola inglesa tem evoluido pouco a pouco na linguagem. Diz "caterpillar" como quem já não admite que uma minhoca é e será uma minhoca, usa "ok" para o antigo "está bem" e até já lhe sai "water" pela água.

Queria, como sempre quis, estar mais tempo com ele. Tempo para eu não me esquecer das coisas despropositadas que faz com doçura agri-doce.

Ele dá-me pedras, flores do chão e até apanha as rosas no jardim do colégio "tão lindas, para pôres numa jarrinha". Quer um hot weals "tens dinheiro?!".

11 outubro, 2007

Somos assim...

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país.Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais o que o euro.Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos.Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito. Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é muito chato ter que ler) e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser compradas, sem se fazer qualquer exame.Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar.Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta. Como matéria-prima de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa.Esses defeitos, essa CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA congénita , essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS.Nascidos aqui, não em outra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E nãopoderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa outra coisa não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados.... igualmente abusados! É muito bom ser português. Mas quando essa Portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um Messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim,exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO. E você, o que pensa?.... MEDITE!
EDUARDO PRADO COELHO
Quem não fica triste...se isto for verdade?!

08 outubro, 2007

Nova estação


Começamos num verão, passou mais um e já entramos noutra estação.


Temos romãs, muitas e amargas e peras abacate que não crescem. O verde cresce nas árvores desmesuradamente, mesmo no Outono, como a nossa vontade de para lá entrar.


Gosto das cores fortes desta estação e queria ainda mais umas calças de ganga giras da Levis´s ou de qualquer outra marca que me assentassem tão bem quanto estas riscas de cor .

19 setembro, 2007

A Nossa Rosa com Espinhos




Ausentes sem giárdia e sem nada que explique mais de um mês de vómitos e diarreia cíclica.



Cíclica é a vida que tende a dar, de quando em quando, coisas boas que intevalam com as menos boas. Estou à espera das cíclicas, enquanto isso estou no colégio novo do míudo a substituir o professor de matemática que está doente.



Bom é o garoto estar a gostar da escola nova, embora passe o dia a ouvir uma língua que não lhe diz nada. A Mrs. Gomes já me disse que o rapaz já elaborou uma frase completa em inglês, menos mau depois de nos primeiros dias dizer vai-vai quando alguém lhe dizia bye-bye. Espero que o rapaz aprenda a gostar mais daquilo e nos traga livros que não sejam só lenga-lengas em inglês. Também vou aprender a gostar mais dos horários, que temos que ir buscá-lo ás 15.00h e deixá-lo as 8.00h disso e dum sistema mais frio que o nosso.

Na casa nova temos rosas mas falta a bancada da cozinha e ainda não estamos lá. Temos também uma parede rosa-que-não-é-rosa-nem-roxo o resto é branco cor de neve com interruptores creme, que o electricista insiste em dizer que fui eu que os escolhi, enfim, fica diferente, muito diferente. Temos os móveis a serem tratados, mais candeiros e cada vez menos dinheiro.

Tenho às vezes menos pacência para as coisas e mais para o míudo que está numa fase gira que se farta.

05 setembro, 2007

Mais maleitas

(retirado de http://bryanbrandenburg.blog.com/1211699/)

agora são parasitas que nele se agarraram desde 14 de Agosto.


Está melhor, mas ainda por desparasitar assim que o bicho se revele. Será giárdia? Será que não chega?!


Cortou o cabelo, cortaram-no mal, passamos a ser nós e poupamos uns euros que as obras AINDA NÃO ACABARAM...


Não estou colocada, o R. já trabalha e o D. já está a faltar na nova escolinha. De facto, há coisas que não mudam...

26 agosto, 2007

Tróia


continua tróia. Selvagem, agradável e bonita.


O tróia resort vai estragar aquele paraíso, o que é lamentável, será que o Al(l)garve não serviu para nada?!

22 agosto, 2007

O jardim


que ele anda a cuidar.
Já está pintada, estamos quase-quase-quase lá!

Ainda de férias



por cá, na Adraga e Magoito.
E o pão de Almoçageme é mesmo pão.

08 agosto, 2007

De férias




mais ou menos...


A passear e a tentar organizar as coisas para nos mudarmos para a casa-que-está-em-obras-há-um-ano-que-está-quase-quase-mas-ainda-não-está-pronta.


Quero mais praia!

25 julho, 2007

O cabelo


foi cortado na minha cabeleireira que a boa vontade do pai não chegava para andar com ele direito!
E sim, é cabelo de rapaz!

18 julho, 2007

Hoje

andamos à volta com ele e com os médicos para que pudessemos, nós pais, perceber até que ponto o facto do testículo ter recolhido,para perto da antiga hérnia, novamente desde os primeiros quinze dias de vida ditava ou não o fim do dito.
Mais do que apurar responsabilidades queria respostas e rápido numa linguagem muito para além do logo se vê, daqui a seis meses, poderá ou não estar morto..não sei... mas quem é que sabe afinal?
Em Cascais o cirurgião disse que que o D. iria ser referenciado para a Estefânia, e não seria lá que ele deveria ter sido operado? Acho que sim. Voamos para a estefânia e o não sei continuava...com o mãe não sei .
O não sei com o coração na boca acabou com o contacto através de um médico do IPO com quem o meu pai falou e nos recomendou a um cirurgião urologista pediátrico que nos descansou com a certeza de que o dito não devia estar morto e que podiamos ir para casa e visitá-lo daqui a dez dias no seu consultório.
Os pais, os meus, arranjam sempre maneira de resolver tudo!
Estou mais tranquila e mais triste ainda porque iremos de certeza à terceira operação.

16 julho, 2007

Depois

da segunda operação e quatro dias depois nem sei bem se me custou mais ou menos que a primeira. A ele, penso que lhe custou menos, a mim custou-me muito estar no bloco e vê-lo com quase convulsões, normais dizem os médicos, a tentar arrancar todos os tubos enquanto sobrava no balão para a anestesia fazer efeito, não fazia, mandaram-me embora. Depois de muitos beijos na barriga, saí deixando-o naquela aflição. Queria que fosse comigo.
Ele não se lembra mãe, não se preocupe. Preocupo-me e acho que se lembrará algures e nalgum dia. Custou-me muito deixá-lo assim aflito e sozinho e custou-nos muito a hora e tal que esperámos por notícias.
Tivemos a notícia de que trazia mais dois pontos no testículo direito: que não é frequente mas acontece vamos ver como correu!
Quando pude fui para a unidade de cuidados intensivos e mais uma vez ele lutava para se ver livre dos tubos e tubinhos e saí dez minutos depois na esperança de que o pai e o pô bichito o acalmassem. Acalmaram e isso é que interessa. Esperei mais uma hora entre cafés e uma calma sonolenta de uma coisa que não era nem medo nem preocupação mais uma dormência do espírito. Fomos para o recobro, os três e o pô bichito, vimos as manhãs do Manuel Gocha e bricamos com os carrinhos do hospital à espera que ele fissesse chichi e pudessemos vir para casa. Eram quase três horas da tarde e ele fez o chichi que mais alegria me deu vê-lo fazer, estava tudo bem podiamos ir aos gelados. Queria uma bola de morango com branco, comeu morango com abacaxi e estava como se apenas tivesse dormido mal de noite. Trouxe o tal balão que encheu na bloco, porque, afinal os médicos não mentem e fazem sempre o melhor que podem.
Dormiu bem e veio para a nossa cama, acordou poucas vezes. Abraçava-nos para ter a certeza que estávamos ali e naquele abraço havia um obrigado de termos estado com ele.
Desejei que tivesse sido comigo mas tenho a certeza que não dava os pinotes que ele dá e três horas depois não estava a pedir um gelado no Santini.
Eu não soôu bébé eu sou gande, sou um homem.
E está mesmo grande e valente. Só tomou ben-u-ron na primeira noite e raramente se queixa do penso. Diz que não pode ir à rua mas que prescisa de tomar banho e que gostava de ir dar um passeio, foi ao centro de saúde para trocar o penso e portou-se mais uma vez como os gandes.
És grande mesmo, mair do que eu.

11 julho, 2007

Dois anos

depois vai voltar a ser operado amanhã.

Os medos repetem-se. A confiança de que tudo vai correr bem é enorme e a certeza que vou estar ao pé dele até a anestesia fazer efeito acalma-me muito.

Hoje vamos fazer tudo à maneira dele.

Amanhã vai tudo correr, mesmo muito bem, no Hospital de Cascais e esparamos nunca mais ter de passar por operações.

10 julho, 2007

Quatro


anos ainda desse dia e tirada por mim.

Da varanda dos meus pais III


ainda do dia de anos da minha mãe.

09 julho, 2007

Por Elvas




(fotografias do R.)
(retirada do blog de Alexandre Pomar)

estava muito calor e deu para visitar, com a calma de quem não tem que passar todos os segundos a olhar para o míudo, o MACE ( Museu de Arte Contemporânea de Elvas ) entre outros com Joana Vasconcelos está muito bem concebido arquitectonicamente , como restauro, e em termos de obras.
Para quem gosta de fotografia é interessante a passagem pelo Museu Municipal de Fotografia João Carpinteiro.

05 julho, 2007

Mais mesas






e ideias para futuros pés da nossa.

Estantes

para por os livros de uma destas maneiras:
















porque temos muitos livros e todos os anos mais livros técnicos.

04 julho, 2007

Quatro anos


Comemoramos com um minhoco no feijão da granja por cima de naperons da Madeira.