e quero muito vir aqui falar dele.
Cada dia que passa faz-me pensar que ele só é bébé para sempre e apenas para mim.
É um menino, o meu e por isso é o mais lindo e mais maravilhoso bébé do mundo, será sempre o meu minhoco. O meu, cada vez menos meu e mais do mundo dele e dos amigôs da escola. Ele já tem amigos: "o meu ruca, a bêta, a joana e o giulerme e ...mais mamã olha ...", apresenta-os ao pai pela manhã e fala deles e das coisas deles nos jantares e aos fim-de-semanas.
Podia e devia falar de tantas coisas dele, devia escrever tantas coisas dele e dos nossos dias para não me esquecer de um dia lhe contar com as palavras certas. Mas o tempo passa e nele alguns desgostos do dia a dia do nosso país e das pessoas que nele vivem e criam um mar de injustiças que em nada me identifico, mas isso dava pano para mangas e eu não tenho tempo. Se isto fosse diferente, talvez se eu fosse diferente e visse as coisas de outra maneira, se tivesse mais tempo para ver o seu sorisso rasgado que me enche a alma e me faz acreditar que tudo vale a pena não estaria aqui agora a dizer dispartes.
Há tanto tempo que aqui não vinha há tanto tempo que quero encontrar um caminho, há tanto tempo que me encontro no meio de alguma coisa que me dá vontade de fugir....e fugo e corro e dá-me vontade de rir porque no meio disto somos felizes, muito.
Não somos?
Pode parecer muito estranho mas é verdade. O caminho é ali, se não for é acolá, logo se vê. Há sempre uma saída na estrada, há sempre mais um caminho, lá em frente. Seja ele qual for há um. É nele e com eles que eu estou e sigo em frente. Mais alegre mais desanimada mas feliz por ter caminhos e as pessoas certas nos atalhos que tomo.
20 abril, 2007
02 abril, 2007
Art Déco
aqui .
Cá em casa também um bocadinho, que eu começei a coleccionar há mais de quinze anos, mas o jo bateu-me aos pontos em menos anos. Pudera.
Mas aposto que os sofás da casa do Raúl Lino até que caiam no goto! Caiam pois, e a nossa mobília de quarto também. Há mais umas tolhas e lençois da época, que aquilo falta-lhe na exposição, uma falha. Deve haver mais, mas o míudo não nos deixou ver aquilo com olhos de gente.
Só é pena que a art déco tenha pouca qualidade nas madeiras que são a folheado e estragam-se com facilidade, até as dele. Mas também é isso que faz alguma da diferença na arte.
Está agora ainda mais na moda, vão aumentar os preços nas casas de velharias. Que pena as obras não nos deixarem grande espaço para manobras artísticas. Tenho mesmo pena, que eu gosto de viver dentro de casas à época dela.
Falta-nos uma escultura, não é? É caro?
30 março, 2007
Devemos
28 março, 2007
25 março, 2007
23 março, 2007
05 março, 2007
27 de Fevereiro de 2007
fizeste "tinta e um" anos.
O teu filho não percebeu porque só tinhas um bolo, quando ele, têm sempre dois.
Eu não percebo porque só agora te escrevo, mas tu percebes. Tu sabes.
Eu não percebo, porque é que dar flores a um homem é estranho. O D. também não. E tu gostaste.
Eu sei que para o ano, ainda vai ser mais giro.
25 fevereiro, 2007
E

é verdade que estou(amos) farta(os) de obras.
Tenho(temos) a experiência, mínima, necessária para contruir a casa dos meus(nossos) sonhos aqui , ali ao lado dos meus pais mas ali e não lá.
Falta-nos o essencial. Falta-nos a disponibiliddae de tempo até aqui, onde eles passam(rão) os dias.
Mas era tão bom estar longe desta multidão, aqui onde dantes se tinha qualidade de vida e agora se têm imensas pessoas. É bom e é mau. Como quase tudo.
Fomos aqui, onde há uns anos apanhei lenha como meu primo Luís. O Luís que morreu quando tinha a vida pela frente e eu era uma míuda como ele. Às vezes ponho-me a pensar como será o D..
No futuro. Tenho receio e medo. Tenho esperança que possa aproveitar aquilo que lhe podemos dar e que possa contínuar a ser feliz como agora.
Contínuo a achar que o mais importante é ser ser feliz e equilibrado, como ele é, hoje.
Acho que a felicidade se mede pela maneira como passamos a maior parte do nosso dia, a sorrir!
Como gosto(amos) de o ver sorrir!
21 fevereiro, 2007
20 fevereiro, 2007
O que um vinho
branco de 14,5º nos faz dizer.
É a verdade, verdadinha, mas é muito amanteigado. Como quando ele me diz: "a mãe tá gira" fico derretida, fico pois.
É a verdade, verdadinha, mas é muito amanteigado. Como quando ele me diz: "a mãe tá gira" fico derretida, fico pois.
19 fevereiro, 2007
Sou tão

feliz, só de olhar para ele. Verdadeiramente feliz.
Como é possível fazermos algo tão próximo da perfeição?
O que quero realmente é que ele possa ser sempre tão feliz como o é agora.
Tenho um verdaeiro amigo, para o resto da vida. Somos muito felizes, filho!
A maternidade muda tudo, muda-nos e ainda bem.
Obras (XI)
Desde
que coloquei aquele míudo que me custa abrir isto.
Não me posso esquecer que somos felizes, afinal.
Não me posso esquecer que somos felizes, afinal.
16 fevereiro, 2007
10 fevereiro, 2007
Por mais que saiba que isto existe

não posso de deixar de chorar por existirem crianças privadas de comida e do amor de todos nós. Um dia se pudesse gostava muito de ajudar a criar alguém que tem todo o direito de ser tão feliz quanto o meu filho biológico.
Pergunto-me muitas vezes se Deus joga aos dados. Pergunto-me muitas vezes se os dados não estão viciados e pergunto-me muitas vezes o porquê da maior parte de todos nós vivermos nos nossos casulos, ora felizes ora tristes e, indiferentes ao mundo lá fora onde milhões de crianças sofrem. Pergunto-me e nada faço, mas sofro e choro sempre que vejo isto. Choro e penso que o jogo dos dados foi generoso com o meu filho, comigo, com os meus pais, avós, bisavós. Porquê?
09 fevereiro, 2007
Espero que no Domingo
possamos ter um país mais justo, para todos aqueles e principalmente aquelas que não têm saídas airosas de um milgre que ainda lhe tornará a vida num inferno maior. Por elas, eles e nós acredito que o SIM é a única solução possível para haver, mais, dignidade humana e amor.
Comigo foi mais ou menos assim, comigo havia caminhos, escolhas e em última análise dinheiro fosse para o que fosse. Tivesse eu (nós) optado de outra maneira continuava a haver dinheiro para ir já ali ao lado e fazê-lo com condições de higiene e segurança, mas há quem não possa e é injusto que o dinheiro faça toda a diferença nesta história, uma história que só pode ser de amor.
O mundo é definitivamente cheio de injustiças, mas nós, todos, temos o dever de as diminuir tanto quanto possamos!
Comigo foi mais ou menos assim, comigo havia caminhos, escolhas e em última análise dinheiro fosse para o que fosse. Tivesse eu (nós) optado de outra maneira continuava a haver dinheiro para ir já ali ao lado e fazê-lo com condições de higiene e segurança, mas há quem não possa e é injusto que o dinheiro faça toda a diferença nesta história, uma história que só pode ser de amor.
O mundo é definitivamente cheio de injustiças, mas nós, todos, temos o dever de as diminuir tanto quanto possamos!
01 fevereiro, 2007
Obras (X)
Falta forrar os azulejos com o mármore e mandar fazer ao Sr. Branco a bancada com as pias támbém em mármore. As pias são de mármore e vieram de casas antigas dos meus queridos avós. Vão ser reutilizadas. O Sr. Branco já fez as taças das casas de banho, também em mármore, e também idealizadas por nós. O Sr. Branco é daqueles senhores que ainda trabalha o mármore à moda de antigamente e a preços razoáveis. Tenho conhecido verdadeiros profissionais com a história da casa.
Ficou como idealizamos, bem quase, toda. A cor do carvalho poderia ter ficado um pouco mais escurecida e aquelas portas de vidro foram o cunho pessoal do Sr. Fernando. Este senhor fez tudo por medida e com uma perfeição extrema. Um homem do norte, pois claro!
Aquele fogão vai fazer as minhas (nossas) delícias. Vai, vai!
A




ementa do jantar para onze pessoas no nosso dia de anos foi:
- Soufflés de Camarão
- Creme de coentros fescos com ovos de coderniz
- Feijoaada de choco com enchidos e camarão
- Torta de laranja e amêndoa
- Creme de ovos moles
- Pão de ló com creme de chocolate
- Bolo de sumo de laranja merengado
- Laranja com canela e açucar mascavado
A isto, daqui, juntámos uma medalha em vinho verde, um tinto e mais um champanhe, muito trabalho meu e ajuda da minha mãe . Mas valeu a pena. Quer dizer para o ano só há mais se o homem cá de casa me der uma e só uma mão que as minhas duas para fazer comida para onze e ainda limpar tudo não chegam, pai!
Subscrever:
Mensagens (Atom)










